Radical não é extremo. Radical é íntegro. É quem recusa o centro complacente e indefinido, e vai fundo nos valores que realmente transformam o Brasil.
O centro que não se define não governa. O centro que não disputa não transforma. O Radical de Centro é a recusa da ambiguidade como estratégia, e a afirmação de que princípios claros são a única base possível para a prosperidade e a igualdade de oportunidades.
Ser radical é ser inteiro. Nenhum valor está à venda, nenhum princípio é descartável diante da pressão dos interesses estabelecidos.
Crescimento econômico que não distribui oportunidades é privilégio com outro nome. A rota da prosperidade passa pela base da sociedade.
Transformar o Brasil exige ganhar o debate cultural e político, não apenas as eleições. As ideias precisam circular, confrontar e convencer.
Não igualdade de resultados por decreto, mas garantia real de que o ponto de partida de cada brasileiro não determine o ponto de chegada.
Liberdade que não tem condições materiais para ser exercida é abstração. O Radical de Centro defende a liberdade que se vive, não a que se anuncia.
Romper com os paradigmas esgotados exige dizer o que é verdadeiro mesmo quando inconveniente, para o próprio campo e para os adversários.
A liberdade de pensar, discordar e dizer é o fundamento de toda democracia viva. Defender o direito de opinião não é concessão, é condição.
O RC não escolhe lado na guerra cultural. Escolhe método: evidência, liberdade individual e responsabilidade com o coletivo. Isso não é equidistância. É posição.
A política proibicionista fracassou. Os números são inequívocos: não reduziu consumo, não reduziu tráfico, lotou presídios e militarizou periferias. O RC defende política de drogas baseada em evidência, nem moralismo punitivo, nem leniência como bandeira. O compromisso é com resultado, não com dogma.
É sempre uma tragédia evitável. E o aborto nunca é a melhor opção, mas pode ser a menos ruim. Por isso o RC investe com determinação em educação sexual, contracepção acessível e suporte real à maternidade, para que a necessidade de abortar seja cada vez mais rara. E por isso mesmo o RC recusa criminalizar a mulher que, diante de uma situação limite, toma a decisão mais difícil da sua vida. O Estado que falha na prevenção não tem autoridade moral para agravar com a punição da mulher. Tem obrigação de acolher.
Existe uma só raça: a humana. Discriminação é crime e será tratada como tal. Mas o Brasil carrega uma história específica, violenta e sem paralelo: foi o maior mercado de seres humanos escravizados da história, mais de cinco milhões de africanos arrancados de suas terras, contra 370 mil nos Estados Unidos. Os dois casos deixaram cicatrizes que não devem ser disfarçadas. Essa herança não desapareceu com a abolição. Ela se converteu em exclusão estrutural que se acumula geração após geração. O RC enfrenta isso pela raiz: educação desde a primeira infância, crédito, primeiro emprego, empreendedorismo na periferia. Igualdade de oportunidades real, não performativa. O problema é sério demais para ser tratado só como pauta. Precisa ser tratado como prioridade nacional.
Fé é decisão pessoal e deve ser respeitada integralmente. O Estado é laico, aberto a todos, de qualquer religião ou nenhuma. Isso não é hostilidade à fé. É a única forma de garantir que a fé de cada um seja livre de verdade. Nenhuma crença legisla sobre quem não a compartilha. E nenhuma crença é perseguida por existir.
Segurança é monopólio do Estado. Quando o Estado falha, a resposta não é transferir ao cidadão a obrigação de se defender. É consertar o Estado. Resgatar a segurança pública. Radicalizar no combate ao crime organizado e ao crime difuso que corrói o cotidiano. O RC é favorável ao controle rigoroso de armas e à rastreabilidade total de munições. E reconhece que o Estado brasileiro, hoje, tem o monopólio da força mas nem sempre o honra. Por isso o RC não é contra que indivíduos devidamente habilitados possuam uma arma de defesa pessoal. Uma. Com regulação específica, treinamento obrigatório e tipificação penal proporcional para o uso indevido. Essa flexibilização limitada não transfere responsabilidade ao cidadão e deve ser avaliada periodicamente com base em estudos técnicos. O compromisso é com evidência, não com ideologia.
O Radical de Centro não existe para agradar. Existe para dizer o que é verdadeiro mesmo quando custa aliados. Especialmente quando custa aliados.
O Estado brasileiro é inchado, ineficiente e capturado por corporações internas. Reformá-lo não é desmontá-lo. É devolvê-lo a quem precisa dele. A resistência a qualquer reforma administrativa como se fosse "neoliberalismo" protege quem já está dentro, não quem está fora. Os governos de esquerda recentes governaram para acomodar ineficiências e preservar privilégios, não para transformar. Política identitária sem mobilidade econômica é performance. Reconhecer a injustiça e não entregar oportunidade concreta é estetizar o sofrimento. E quem critica isso não é necessariamente de direita. É quem esperava mais.
O mercado sozinho não resolve desigualdade de ponto de partida. Meritocracia sem igualdade de condições iniciais é ficção que conforta quem já largou na frente. A extrema direita recente não ofereceu conservadorismo. Ofereceu destruição institucional e desumanização. Tratou a democracia como obstáculo e a brutalidade como virtude. Quem se diz de direita e não reconhece isso está escolhendo tribo acima de princípio. Reduzir imposto sem cortar gasto é populismo fiscal. Prometer menos Estado e entregar mais déficit é a mesma irresponsabilidade que se critica no outro lado. Só muda o discurso.
Moderação sem convicção é covardia com verniz. O RC existe para acabar com a ideia de que o centro é o lugar de quem não escolheu. Se este manifesto não incomodar ninguém, fracassou.
"Radicais somos nós que nos recusamos a aceitar o Brasil que existe como se fosse o único Brasil possível."
Dobrar a renda média dos brasileiros em 10 anos, com igualdade real de oportunidades e serviços públicos que funcionam para todos.
Inovação como método de governo e de desenvolvimento. O Brasil não vai apenas crescer mais, vai aprender a resolver melhor. Isso significa incorporar ciência, tecnologia, dados e novas formas de gestão em todas as políticas públicas e atividades produtivas.
Reconstruir a capacidade do Estado de entregar serviços de qualidade com integridade, eficiência e gestão baseada em evidência.
GovIA: 100% dos serviços federais com inteligência artificial em 4 anos. Atendimento 24/7, triagem automatizada, fiscalização inteligente, decisões padrão sem fila. O Estado que usa IA custa menos, entrega mais e depende menos de intermediários políticos. Isso não é modernização. É reforma política por consequência.
Sustentar crescimento robusto com estabilidade, produtividade e incorporação tecnológica.
Fim dos subsídios cruzados que encarecem o crédito para todos enquanto beneficiam setores escolhidos politicamente. Crédito barato não nasce de decreto. Nasce de ambiente competitivo, garantias acessíveis e fim dos privilégios que distorcem o mercado. Isso é corte de privilégio, não gasto novo.
Criar um ambiente onde o empreendedor, especialmente o pequeno, possa crescer e inovar.
Empresa aberta em 24 horas, imposto calculado e recolhido automaticamente pelo sistema. O empreendedor cuida do negócio. O Estado cuida da burocracia. Não o contrário.
Garantir mobilidade social real com educação orientada ao futuro.
Tutor IA nacional gratuito para todo estudante brasileiro, acessível por smartphone. O filho do motorista de Uber em Belém com o mesmo acesso ao conhecimento que o filho do empresário em São Paulo. Pela primeira vez na história isso é tecnicamente possível. O que falta é decisão.
Garantir acesso rápido, integrado e resolutivo, com uso inteligente de tecnologia.
Prontuário digital nacional integrado e fila única inteligente: o sistema encontra o serviço disponível mais próximo para cada paciente, sem que o paciente precise procurar. Acabar com a fila não é promessa. É gestão.
Reduzir a violência com inteligência, integração e presença efetiva do Estado.
O Estado tem o monopólio da força e deve exercê-lo sem desculpa e sem omissão. O crime organizado é poder paralelo a ser derrotado. O RC não tolera governante omisso, incompetente ou cúmplice. Integração nacional de dados policiais em tempo real, inteligência compartilhada e delegacia digital. O crime organizado opera em rede. O Estado passa a operar da mesma forma, com intolerância absoluta com a impunidade.
Reduzir o custo Brasil com sistemas modernos, integrados e inteligentes.
Hub global de data centers verdes: zona regulatória especial que converte a energia limpa abundante do Brasil em soberania digital e geração de renda de alto valor. Regras claras, tributação competitiva e compromisso ambiental auditável.
Colocar o Brasil na fronteira da inovação aplicada ao serviço público e à economia.
O Brasil tem 250 milhões de falantes de português e nenhum modelo de IA de fronteira treinado com dados soberanos. Quem treina esse modelo controla a infraestrutura cognitiva de uma nação. O RC propõe o Programa Nacional de IA em Português: modelo público, aberto, treinado com dados nacionais. Soberania cognitiva não é abstração. É a diferença entre ter voz própria no mundo que vem e ser ventrílocuo de quem chegou primeiro.
Transformar o Brasil em potência ambiental com base em inovação.
O Brasil detém 60% da Amazônia e a maior biodiversidade do planeta. O RC propõe regulamentação imediata do mercado brasileiro de carbono com três condições inegociáveis: preço mínimo que torne a preservação economicamente superior ao desmatamento, rastreabilidade satelital completa e receita revertida para comunidades que protegem a floresta. Preservar passa a ser o negócio mais rentável do país. Não por altruísmo. Por desenho.
Reduzir desigualdades urbanas com soluções integradas e inteligentes.
Marco regulatório nacional que obrigue municípios a aplicar o IPTU progressivo já previsto na Constituição, com prazo, metas e perda de transferências federais para quem não cumprir. Cidade que tem infraestrutura ociosa enquanto família dorme na rua está subsidiando especulador com dinheiro público. Isso tem nome e tem fim.
Transformar território, recursos naturais, infraestrutura e base tecnológica em vantagens comparativas reais.
Nenhum contrato de acesso a recursos estratégicos brasileiros, minerais, dados, energia, água, firmado sem transferência de tecnologia e geração de valor no país. O Brasil para de exportar matéria prima e começa a exportar solução. Soberania não se declara. Se negocia. E o Brasil nunca negociou à altura do que tem.
Construir um sistema educacional que opere como o maior equalizador social do país, fechando as duas pontas onde a desigualdade se instala e onde o conhecimento se democratiza.
A Khan Academy já tem milhões de estudantes usando tutores IA nos EUA. A Estônia integrou tutores IA no currículo nacional. A Índia escala para centenas de milhões. O Brasil testou. Não escalou. O RC propõe plataforma pública de educação personalizada, gratuita, disponível 24 horas. O tutor IA não substitui o professor. Potencializa. Pela primeira vez na história isso é tecnicamente possível. O que falta é decisão.
Fim completo das emendas parlamentares obrigatórias, sem sucedâneo. Fim do financiamento público de campanhas. Revisão do financiamento de partidos, hoje convertidos em sinecuras. Atualização do pacto federativo com base em dados, competências e atribuições reais. Voto de peso igual para todo eleitor, independente do estado, corrigindo a distorção aberrante que compromete a representatividade republicana. Mandatos com limite de reeleição no Legislativo e no Judiciário. Ministros do STF com mandato fixo, não vitalício. Controle externo do Judiciário, com benchmarks internacionais. Todas essas reformas submetidas a referendo público, ponto a ponto. A sociedade soberana decide.
O gestor público não espera ser cobrado para abrir dados. Prova ativamente, de forma contínua e em formato acessível, que está cumprindo seu mandato. Orçamento aberto, contratos públicos visíveis, salários do funcionalismo auditáveis em tempo real. Quem não publica, não governa.
As plataformas digitais hoje concentram poder, manipulam agenda e distorcem o debate público em favor de quem paga. O RC propõe regulação de plataformas como infraestrutura pública, com transparência algorítmica obrigatória. Mecanismos digitais de consulta pública vinculante, com autenticação segura, para que referendos e iniciativas populares sejam práticos e acessíveis. Letramento digital e midiático como política de Estado, da escola básica ao adulto. Portabilidade e soberania de dados do cidadão. Seus dados não pertencem à plataforma. Pertencem a você.
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